quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Certa Palavra Profética

O de sempre,
aprendiz de profeta, aluno aplicado das Escrituras e violeiro por vocação divina inalienável.

Em algum momento entre três apelos.
Essência
envolta em acréscimos lingüísticos pessoais.
Assim diz o Espírito de Deus:
De que adianta chamares para o batismo tantos,
Se pela manhã tu edificas,
Mas ao entardecer tu destróis?
Você anseia em ver um povo que seja mudado pelo meu Espírito,
Proclamas que sejam tomados pelo meu Espírito,
Incentiva para que obedeçam ao chamado de meu coração,
E ao entardecer dirás que minha igreja
Se assemelha á fezes,
Pregarás sobre o vomito,
E dirás que é numa enfermaria
Onde se vê do que é feito o homem,
Imagem e semelhança minha.
Teu chamado á humildade
não está de acordo
Com meu chamado na minha Palavra.
E compararás com as obras da Igreja.
Dirás que todo homem é torto,
Tu pregas dois evangelhos.
Em nome do equilíbrio,
Você aconselha coisas
Que jamais quis que você aconselhasse.
Eu te chamei para seres gentil.
Eu te chamei para que a tua língua fosse a pena
De um destro escritor.
Eu aceito tuas lágrimas e a tua sinceridade
mas tens desanimado minha amada,
espancado minha igreja,
para depois tentares fazer
que ela tenha força de caminhar?
Tens falado sobre prostituição e sobre adultério
na frente de crianças.
Tratado de assuntos que não deveriam ser tratados,
em tais horas e tais lugares.
Por anos você tem pregado sobre injustiças cometidas, falsos crentes,
falsas igrejas, falsos ministérios.
Por anos tens misturado tristeza e alegria, indignação e lamento
com pregações sobre uma fé poderosa.
Numa mesma mensagem tu gritas indignado sobre a barbárie humana,
e na mesma mensagem tu convida minha filha, entristecida com tuas lamentações
Para dar os braços a mim e a voar.
Tu cantas alegremente e depois fala de coisas lamentáveis.
Tu grita para que a igreja tenha uma fé verdadeira.
Mas não antes que a chame pra se arrastar.
Eu te chamei e vocacionei com uma mensagem de alegria.
Eu te chamei para firmardes a fé da minha igreja.
Tu hoje a convidas para ser batizada com Espírito Santo.
Amanhã tu falarás mal dos dons.
Tu não fala sobre visões. Tu nunca as guardaste no coração.
Tu não lembras de revelações. Tu lembra das mentiras sobre revelações.
Tu não sabes sobe os sonhos dos teus adolescentes.
Tu não sabes sobre as visões que tenho dado aos jovens.
Eu falo em sonhos. Eu dou visões. E nenhuma delas fazem parte
dos exemplos de tuas pregações.
Pra que chamas as pessoas ao batismo com espírito se não incentivarás
ao meu povo a crer nas minhas revelações?
Quando tu e um grupo, ouvistes minha orientação e fizestes, tu e este grupo,
segundo minha revelação?
Eu tenho falado. Embora a carne tenha se manifestado, inclusive hoje pela manhã, com palavras que
não vieram de mim, tu sabes,
Eu quero falar.
E te falo agora.
Enche de fé o coração de minha amada.
Enche de esperança o coração dos pequeninos.
Toma cuidado com tuas brincadeiras.
Eu me alegro na tua alegria, que vem de mim,
mas te ordeno que te portes com pureza.
Que tua palavra, gestos e postura diante de mim
sejam sem nenhuma indignidade.
Não me importo em andares descalço
mas retiro de ti a unção,
no culto em que tu falares
inapropriadamente diante de mim.
Tu és um evangelista,
mas quando tiveres diante da minha igreja
te porta como um mestre
aumenta teu ensino
Pela doçura das tuas palavras.
Acresce mel, meu filho
A tua pregação.
Chama minha igreja
A autoridade e a unção,
Cuida para Consolar,Edificar, Proteger, Abençoar.
Olha para minha filha como eu a vejo.
Olha para os pendentes e para as jóias,
olha para os milagres diante dos teus olhos
Ama minha filha,
Como tua filha.
Ama meu povo,
E afaga como uma criança.

Não permita tua próxima pregação
destrua a semente de fé e certeza
Que ontem tua mão
debaixo de minha mão
Semeou.

14/09/2008 Welington José Ferreira, segundo o que já deveria ter dito. Com certo atraso.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sobre superação

Apesar da brincadeira é basicamente o único caminho. Do atleta ao violinista, do estudante ao professor,do pesquisador ao inventor, do líder, essa é a lição básica e avançada.Traçar a linha na parede e saltar até ela. Lutar até conseguir. Ser sofisticadamente mais teimoso do que as teorias que claramente demonstram que ha possibilidade já se retirou do recinto décadas antes que você ali chegasse. Ser louco o suficiente pra tentar.
E conquistar.








segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O pato


Vinicius de Moraes


O pato


Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o Pato
Para ver o que é que há.


O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Hino



O Melhor de Deus Está Por Vir





Kleber Lucas

Composição: Kleber Lucas

Alegrai-vos, filhos de sião

Regozijai-vos no senhor

Porque ele vos dará,

Em justa medida, a chuva...a chuva...

a chuva...a chuva...

As eiras se encherão de trigo..houooo

E os lagares transbordarão

De óleo e vinho

Restituirei os anos

Que foram consumidos

E lhes mostrarei

A minha salvação

E sabereis que

O melhor de Deus ainda está por vir...

Sobre Caingangues e Jineteras



11/08/2000 - Sobre Caingangues e Jineteras

Contou-me um fazendeiro da região de Dourados, Mato Grosso do Sul. Índios bêbados encontraram duas prostitutas num bar e acabaram por estuprá-las. Na delegacia, o delegado perguntou a uma delas, ou ao que dela restava:

- Quantos foram?
- Não sei, Doutor
- respondeu a menina - Contei até 25.

O delegado, sem poder prender uma tribo toda, tratou de conseguir um ônibus e mandar os índios de volta à reserva. O relato parece retirado de uma página de García Márquez, aquele compadre de Fidel Castro. Mas meu interlocutor não era chegado à literatura fantástica.

Lembrei do episódio, ao ler uma série de reportagens em edições da Zero Hora desta semana. Se tais fatos são concebíveis em regiões isoladas do país, habitadas por selvagens, mais difícil é imaginar tais estupros no Rio Grande do Sul. E, no entanto, lá está o relato de Carlos Wagner, sobre esta prática ritual dos caingangues, o puxirão.

A iniciação da prostituta indígena freqüentemente ocorre por meio de um ritual chamado pelos caingangues de "puxirão das macegas". A expressão, equivalente a mutirão, denomina a formação de um grupo de jovens embriagados para estuprar a jovem. (...) O grupo se reúne e escolhe uma menina para atacar, geralmente filha de um desafeto do cacique. Enquanto a família da escolhida é mantida sob vigilância armada, a jovem é estuprada em meio a arbustos. Nas semanas seguintes, de duas em duas noites, uma fila de meninos se formará na porta da casa da garota. Um a um, eles a estupram. Muitas vão para o hospital. No início de julho, uma garota de doze anos foi medicada devido aos ferimentos nos órgãos sexuais.

Uma estranha aliança traçará o destino da menina violentada. O medo da família de denunciar o estupro e a dependência econômica e política em relação aos líderes se unem, e o episódio é esquecido. Resta à garota a prostituição como forma de vida, porque nenhum homem da tribo irá casar-se com ela. (...) Um líder indígena de Cacique Doble costuma justificar o ritual:

- Antes de as nossas mulheres serem dos brancos, elas precisam ser nossas.

Estupro brutal, coletivo, continuado. Com agenda e data certa: duas vezes por semana os brutos voltam a massacrar a menina. Onde andarão as aguerridas feministas, tão preocupadas com assédio sexual? E os defensores dos direitos humanos? E o sedizente governo "popular e democrático do Rio Grande do Sul"? Que é feito do valente secretário de Justiça, o ex-juiz Paulo Bisol? Pelo jeito, continuam silentes, desde que o cacique Paulinho Paiakan - o homem que pode salvar a humanidade, segundo a imprensa americana - estuprou barbaramente uma professora, com o auxílio de sua mulher, Irekran. Julgado e absolvido, julgado novamente e desta vez condenado, o cacique caiapó continua livre como um passarinho em sua reserva. São índios, podem estuprar à vontade, com data e hora marcada.

Se no Rio Grande do Sul as meninas caingangues são constrangidas à prostituição para sobreviver, em Cuba o caso é um pouco diferente. Prostituição não é questão privada, mas de Estado. Não há turista que desconheça as virtudes das jineteras, esta versão caribenha do antigo ofício. Em um discurso para a Assembléia Nacional, em 1992, Castro dizia:

"Não existe mulher forçada a vender-se para um homem, para um estrangeiro, para um turista. Aquelas que o fazem, fazem-no de própria vontade, voluntariamente e sem necessidade disso. Podemos dizer que elas são jineteras altamente educadas e muito saudáveis, pois somos um país com o mais baixo número de casos de AIDS... Em verdade, não há turismo mais saudável que o de Cuba".

De lá para cá, estrangeiros do mundo todo acorreram com seus dólares para prestigiar o turismo saudável apregoado pelo Comandante Máximo.

E por que jineteras? Quem nos explica é a jornalista Silvana Paternostro, do New Republic. Prostituta denota vitimização. Call girl sugere alta sociedade. Jineteras soa melhor. "Enfermeiras, dentistas, nutricionistas, advogadas, professoras, universitárias, elas circulam pela cidade vestidas com Lycra amarela, púrpura ou preta, esperando encontrar estrangeiros. Economicamente, suas duplas vidas fazem sentido. Professoras e funcionárias da saúde, o orgulho da revolução, recebem salários muito miseráveis para colocar carne na mesa de jantar. Por outro lado, entretendo um estrangeiro, compram carne de porco e frango, e mesmo lagosta e vinho - isso sem falar em roupas, sapatos, perfumes, moeda forte e a possibilidade de namoro, casamento e uma vida na Itália ou Espanha".

Sem falar que o novo eufemismo dá a idéia de alguém que doma um animal. Um estudo feito pela Universidade de Havana concluiu ser impossível determinar o número de prostitutas no país. Jinetear tornou-se algo tão banal como ir à praia ou ao cinema.

As facilidades que a prostituição traz parecem estar produzindo efeitos sociais e ideológicos sobre os quais o governo perdeu o controle. Ainda segundo a repórter, as Brigadas Especiais da Polícia Revolucionária Nacional, acusando as moças de agredir al extranjero, passaram a proibir suas atividades. Não por razões éticas. O Estado quer as jineteras colhendo dólares para a revolução e não para si mesmas e seus gastos frívolos. Más novas para os turistas em busca de sexo barato. As antigas "promotoras de turismo" voltaram a ser prostitutas e como tal reprimidas. No início do século, Lênin definiu o anarquismo como a doença infantil do comunismo. O final do século encontrou sua doença senil, o proxenetismo.

Estupros coletivos aqui, Estado proxeneta lá. Algo em comum têm os dois fenômenos: humanista algum de plantão ousará condenar estas práticas dos caciques caingangues ou do cacique cubano. Estão acima de qualquer lei.

Janer Cristaldo

A monica cresceu


Claro sinal de que minhas filhas também estão envelhecendo. Uma postagem corajosa, sujeita a sérias represálias. É claro que não vou avisar sobre essa postagem...
Uma experiencia social sobre a força da imagem... quem sabe elas passam pelo blog e olham
pra imagem, ficam com preguiça de ler o texto e eu continuo a postar na calada da noite...